Para Bauman, a contemporaneidade é marcada pela fluidez das relações, pela incerteza de cada ação. Não é possível saber quais serão as consequências de nossos atos e nem mesmo nos preocupamos com os males que podemos causar.

Modernidade Líquida foi o trabalho que trouxe à tona o conceito de liquidez proposto por Zygmunt Bauman.

Ao mesmo tempo, nossa vida social se tornou cada vez mais volátil: não temos empregos fixos, não temos comunidades para nos sentirmos seguros, não somos mais apoiados por nenhuma tradição, por nenhuma instituição.


Em Modernidade Líquida, livro lançado em 2000 por Zygmunt Bauman, cada aspecto da contemporaneidade é abordado e destrinchado, para que a fluidez das relações seja vista em âmbitos improváveis e esferas de difícil compreensão.

A individualidade na modernidade líquida é constituída pelo imperativo do consumo, pela primazia do querer, que é incessante e faz do ato da compra um modus operandi. Isso significa que as identidades são formadas e trocadas na mesma velocidade em que se troca de aparelho eletrônico.

O tempo ultrapassou o espaço em importância e a nova forma de dominação é através da velocidade da informação, da possibilidade de controlar diversas ações em locais diferentes sem se comprometer diretamente com nenhum deles.

Qual o seu propósito de vida? Qual a sua meta do mês? Qual o seu objetivo da semana? Uma vida de realização passa pela superação diária da procrastinação que, por vezes, se encontra velada nas ações frenéticas e inebriantes do consumo e das redes sociais. Uma sensação momentânea de realização e sucesso pessoal. Bauman nos alerta sobre os perigos das relações fluídas e voláteis. Uma sedução transitória de grande impacto.

A ferramenta que temos para enfrenta os paradigmas da modernidade líquida é a reflexão autêntica que confronta a si próprio e o meio em que se está inserido.


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